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Análise de Medal of Honor

Foto do escritor: Adriano Varoni
Adriano Varoni
5 de mai.
3 min de leitura

Lançado em 1999 para o PlayStation, Medal of Honor não foi apenas um FPS de guerra. Ele ajudou a definir como os jogos de tiro seriam produzidos pelos próximos anos. Mesmo décadas depois do seu lançamento, o título ainda consegue transmitir uma atmosfera intensa e extremamente marcante para quem gosta de jogos clássicos.


O primeiro impacto vem da ambientação. Diferente de muitos jogos da época que apostavam em ação exagerada e ritmo arcade, Medal of Honor cria uma experiência mais cinematográfica e tensa. A influência do filme "O Resgate do soldado Ryan" é evidente em praticamente toda a estrutura do jogo, algo reforçado pelo envolvimento de Steven Spielberg na criação da história. Inclusive uma curiosidade: alguns sons presentes no jogo foram retirados desse filme.


Mesmo limitado pelo hardware do PS1, o jogo impressiona pela forma como constrói suas missões. Em vez de simplesmente correr atirando, várias fases incentivam infiltração, sabotagem e exploração. O jogador precisa roubar documentos, evitar alarmes, destruir instalações nazistas e agir como um verdadeiro agente secreto. Para a época, isso criava uma sensação de variedade muito acima da média dos shooters de console.


Outro ponto que chama atenção é a inteligência artificial dos inimigos. Os soldados se escondem, "se rendem", reagem às granadas, tentam proteger aliados, entre outras interações. Hoje isso pode parecer básico, mas em 1999 era algo extremamente avançado para um FPS de console.


A trilha sonora é facilmente um dos maiores destaques do jogo. Ela mistura orquestra cinematográfica com efeitos sonoros muito pesados para a época. Os tiros têm impacto, os gritos dos soldados ajudam na imersão e o clima de guerra funciona até hoje. Grande parte da identidade de Medal of Honor nasceu justamente dessa combinação entre áudio e atmosfera.


Visualmente, o tempo obviamente pesa. Os cenários possuem texturas simples, bastante serrilhado e limitações de distância de renderização. Alguns controles também envelheceram mal para padrões modernos. Ainda assim, o jogo consegue compensar isso com direção artística e excelente design de fases. Eu considero o título como o melhor FPS do PS1 justamente porque ele entregava algo muito maior do que o hardware parecia capaz de suportar.


Medal of Honor sabe criar momentos memoráveis. Missões em submarinos, fortalezas nazistas, bases secretas e vilarejos ocupados mantêm o ritmo variado do começo ao fim. Existe um sentimento constante de avanço e perigo, algo que muitos shooters modernos acabam perdendo ao focar apenas em espetáculo visual.


Claro, nem tudo envelheceu perfeitamente. Algumas missões finais apresentam dificuldade desbalanceada, especialmente por causa de inimigos com foguetes e checkpoints ausentes. Inclusive essa é minha principal queixa do jogo: a falta de checkpoints no meio das missões. Uma morte acidental significa voltar ao início da missão, (algo que aconteceu algumas vezes kkk) o que gera uma enorme frustração.


Outro ponto que não gosto é a falta de um mapa, o jogador perde muito tempo andando em círculos à procura da saída ou de itens essenciais para progredir. Como por exemplo quando fiquei um tempão para encontrar uma chave escondida, que estava dentro de um vaso sanitário. Os perdidos assim como eu gastam muito tempo com essas voltas kkk. Mas mesmo assim, entendo que esses problemas acabam se tornando parte do charme retrô da experiência.


No geral, Medal of Honor continua sendo um dos jogos mais importantes da história dos FPS nos consoles. Ele abriu caminho para franquias gigantes como Call of Duty, as sequências da própria franquia e influenciou diretamente a forma como jogos de guerra passaram a ser apresentados nos anos seguintes. Mesmo hoje, ainda é possível entender perfeitamente por que tantos jogadores têm carinho por esse clássico.


Avaliação geral

Gameplay: Avalia diversão, mecânicas, fluidez dos controles e variedade. Nota 8.




Visual e arte: Não é só gráfico realista. Avalia identidade visual, ambientação, efeitos e criatividade artística. Nota 8.




Sons e trilha sonora: Avalia trilha, efeitos sonoros, dublagem e imersão sonora. Nota 9.




História / Narrativa: Para jogos focados em narrativa. Nota 8.




Performance / Otimização: Bugs, travamentos, estabilidade, tempo de carregamento, etc. Nota 7.




Diversão: Aqui entra o sentimento geral como um todo. Me diverti jogando? Nota 8.




Multiplayer: Servidores, balanceamento, cooperação, diversão, etc. Não se aplica.




Custo-benefício: Relação valor pago pelo que entrega. Não se aplica, por não ser um jogo que está a venda atualmente.




Média final: Valor considerando as avaliações feitas: Nota: 8


 
 
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